Nascemos com o rótulo
De animais racionais.
Aristóteles assim o determinou,
Um dia.
Mas,
O que diremos
Dessa racionalidade,
Perante o des-equilíbrio
Da Terra e dos Céus?
O que diremos
Do vandalismo ecológico,
Da de-sordem do Mundo,
Ou caos cósmico?
O que diremos
Da inversão dos os valores,
Do aparecimento de outros valores,
Sem fundamento plausível?
O que diremos
Da indignidade,
Da des-igualdade
E da intolerância?
O que diremos
Da intransigência,
Da insensatez,
Da mesquinhez,
Sordidamente dissimulada
O que diremos
Da indiferença,
Do vazio das palavras
E da solidão do Ser?
Respondei-me,
Vós,
Oh Humanidade!
Arrogante,
Hipócrita,
Em des-norte
Nem sempre encoberto.
Isabel Rosete
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