quarta-feira, 12 de março de 2014

Samsara - Film complet

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Sugestão cinematográfica: "Samsara"
Sobre o "Amor espiritual": mais um tema filosófico exposto em filme sob a perspectiva da Filosofia/Pensamento Oriental
Isabel Rosete

quinta-feira, 15 de março de 2012



Isabel Rosete, publicações impressas (livros) no Brasil e em Portugal

- «Vide-Verso», Antologia Poética, Andross Editora, São Paulo, Brasil, 2008;
- «Roda do Mundo 2008», Antologia Internacional, Ottoni Editora, São Paulo, Brasil, 2008;
- «Poiesis, Volume XVII», Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea, Editorial Minerva, Lisboa, 2009;
- «Roteiro (s) da Alma», Conto & Poesia, Editorial Minerva, Lisboa, 2009;
- «Poiesis, Volume XVIII», Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea, Editorial Minerva, Lisboa, 2010;
- «Poiesis, Volume XIX», Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa Contemporânea, Editorial Minerva, Lisboa, 2010;
- «Vozes do Pensamento», Edições Ecopy, Poetas Contemporâneos, Porto 2010;
- «Folhas Letras & Outros Ofícios», nº 13, Grupo Poético de Aveiro, Aveiro, Fevereiro, 2011;
- «Entre-Corpos”, Edições Ecopy, Poetas Contemporâneos, Porto, 2011;
- Entre outras em jornais e revistas

Isabel Rosete,
Março de 2012

Poema do meu livro "ENTRE-CORPOS" - a filosofia do ver e do não ver



Da cegueira das mentes brancas[1]
A José Saramago

Ah, aquela cegueira branca
Que cega o Amor, que cega a Morte,
A Vida, o Corpo, o Pensamento,
Que fustiga a Alma em todo o seu ser!

Todos são vítimas. Ninguém escapa
Ao opaco, à ausência da transparência
Daquela luz que não mais se vê,
Nem no princípio, nem no fim,
Dos canais que vão dos olhos
Até ao cérebro.

Só há corpos! Não há olhos!
Só há lentes! Não há olhos!
Corpos e lentes baços, ofuscados.
O Mundo tornou-se invisível.
Nada se vê!
Só se ouvem vozes, tão próximas
Quanto distantes do corpo
Que só se sente, porque se tacteia,
Do corpo que só sente, porque se pressente.

Ah, esta maldita epidemia
Que desventrou a humanidade
Já desventrada com o “Não” do visível,
Com o “Sim” do audível
Que, ainda, nos resta!

Revirai os corpos e os olhos
De todas as almas rarefeitas.
Revirai os ouvidos, as bocas,
Todos os sentidos, todos os instintos…
Agora despertos pela cegueira
Do branco luminoso,
Em leitoso mar transformada.

Atrevei-vos à acção,
Nem que seja uma vez só!

Não há mais maldade tamanha
Que na Terra possa surgir: o erro,
O engano do Ver, que não é visível,
A fraude do Olhar que olha, mas não vê,
O Invisível aos olhos.

Cataratas, glaucomas, miopia...
O nevoeiro, o turvo, o vazio,
O opaco... a cegueira da cegueira...

Não há Lua, não há Sol, não há Estrelas!
Nada brilha por entre a multidão histérica
Dos cegos corpos enfurecidos.

Instala-se o caos, não o dos olhos
Da cara, mas o dos olhos das mentes,
Cada vez mais atribuladas, confusas,
Sem discernimento algum.

Acabaram-se os filtros, os entre-meios,
Os meios-termos.
Os limites apagaram-se.
Tudo se torna possível.

Que moral, que pudor, que pré-conceitos?
Que regras do nu ou do vestido?
Que solidariedade de Corpos e de Almas?
Que tolerância pelo Amor-próprio?
Que tolerância pelo Amor do outro?
Que caminho? Que guia?

Resta-nos Blimunda! A “Sete-Luas”?
‑ Sim, essa mesma. Mas, essa...
Mas, essa... só vê por dentro e de olhos
Fechados num corpo, ainda, virgem!

‑ Desgraça, desgraça... Que desgraça!
É o Humano! Porém, esperai. Não vos
Apresseis. A Luz chegará; o Sol voltará
A iluminar-nos; as Estrelas a cintilarem
E a Lua a mostrar, claramente,
Todas as suas faces.

O Céu voltará a ser azul e não mais branco.
‑ “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”.[2]

Isabel Rosete



[1] Para Saramago, escrito no dia da sua morte, 18/06/2010, sob a inspiração das obras “Ensaio sobre a Cegueira” e “Memorial do Convento”.
[2] José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira”, Círculo de leitores, p. 9.

CONVITE


É com muito carinho e consideração que conto com a vossa presença neste evento de celebração da Poesia e da Música:
«Convidamos V. Exª, família e amigos, para o lançamento do livro ENTRE-CORPOS, de Isabel Rosete, dia 24 de Março de 2012, Sábado, às 21.30 horas, na Livraria Fnac, Centro Comercial NorteShopping, Matosinhos.
Acompanhamento musical por Victor Almeida e Silva, evocando Zeca Afonso.»

Saudações poético-musicais,
Isabel Rosete

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sejamos Natal

Para além de todas as demagogias,
Para além do politicamente correcto,
Para além de todas as hipocrisias...

Celebremos, finalmente, o Espírito do Natal
Em todos os momentos
Desta nossa existência, tão efémera.

Natal é Fraternidade, Solidariedade, Paz,
Amor e Alegria na Terra
E nos Corações dos Homens;

Natal é a apologia do autenticamente Humano,
Em toda a sua essência genuína
De Bondade e de Verdade;

Natal é o enaltecimento de um Mundo
Onde não haja mais lugar para a Crueldade,
Para a Violência ou para a Agressividade;

Natal é a reunião dos Corações sensíveis
Que lutam, desesperadamente, pela União
Dos Povos e das Nações;

Natal é a rejeição da Discriminação,
Dos horrores da Guerra,
Da mutilação dos Corpos e das Almas;

Natal é a consciência da Miséria Humana,
O compromisso da sua superação,
O enaltecimento da Justiça e da União fraterna;

Natal é o triunfo do Bem e do Belo,
A glória de todos os Renascimentos,
A comemoração da Dignidade Humana;

Natal é a benção do sempre Novo,
O louvor de todo o acto de Criação,
De Renovação e de Regeneração.

Sejamos Natal,
Hoje, sempre,
Para sempre...


Isabel Rosete

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


“BREVE ESCLARECIMENTO – em linguagem simples – PARA OS QUE FALAM DA INUTILIDADE DA FILOSOFIA”, por Isabel Rosete

«NÃO SE ESQUEÇAM QUE A FILOSOFIA NOS HABITA, QUER QUEIRAMOS QUER NÃO, EM TODOS OS MOMENTOS DA NOSSA EXISTÊNCIA CONCRETA E DETERMINADA. NÃO TEM NADA DE ABSTRACTO OU DE ILUSORIAMENTE INFUNDADO! E PORQUÊ? PORQUE O SEU OBJECTO DE ESTUDO ESPECÍFICO SOMOS NÓS, HOMENS, EM TODAS AS NOSSAS DIMENSÕES, ESTRUTURA E FORMAS DE SER.

A FILOSOFIA PENSA-NOS E EXPLICA-NOS NO MAIS ÍNTIMO DE NÓS MESMOS, APRESENTANDO CAMINHOS DE VIDA, OU SEJA: NÃO APENAS LEVANTA QUESTÕES, como muitos disseram indevidamente ao longo da sua História, MAS APONTA SOLUÇÕES PARA OS NOSSOS PROBLEMAS EXISTENCIAIS. PORTANTO, PARA OS PROBLEMAS DA HUMANIDADE.

A FILOSOFIA TAMBÉM EXPLICA, CONJUNTAMENTE COM O HOMEM, A NATUREZA, O UNIVERSO, O MUNDO, A SOCIEDADE... NÃO ESQUECENDO NENHUM PONTO DE VISTA DE UM MODO RADICAL, REFLEXIVO E CRÍTICO (eis algumas das características fulcrais do método filosófico tomado na sua generalidade), AO PROCURAR AS “PRIMEIRAS CAUSAS E OS PRIMEIROS PRINCÍPIOS” DE TUDO O QUE EXISTE.

DAÍ A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DOS FILÓSOFOS, CONSTRUTORES DE SISTEMAS, COMPOSTOS POR TEORIAS E IDEIAS, PASSÍVEIS DE SEREM APLICADAS, DE SEREM POSTAS EM PRÁTICA, A QUALQUER MOMENTO, EM CIRCUNSTÂNCIAS ADEQUADAS.

CADA SISTEMA FILOSÓFICO É UMA VISÃO/COMPREENSÃO POSSÍVEL DA REALIDADE, SEJA ESTA DE QUE NATUREZA FOR, FEITA POR UM HOMEM – O FILÓSOFO – QUE OBSERVA, INVESTIGA E ESTUDA PORMENORIZADAMENTE O SEU/NOSSO TEMPO.

TAMBÉM VAI PARA ALÉM DESSE TEMPO, PORQUE OS SEUS OLHOS NÃO SÃO MÍOPES; PORQUE OS SEUS OUVIDOS NÃO SÃO SURDOS; PORQUE A SUA MENTE VÊ E ESCUTA TUDO O QUE SE MOVE EM SEU REDOR.

OS FILÓSOFOS NÃO NASCEM DA TERRA COMO OS COGUMELOS! SÃO FRUTOS VIVOS E INTEGRANTES DA SUA/NOSSA HISTÓRIA VIVENCIAL.»

NOTA: Nesta imagem: NIETZSCHE, PESSOA e FREUD – um FILÓSOFO, um POETA e um PSICÓLOGO.

SEM A FILOSOFIA, COMO FUNDAMENTO E REGRA DO PENSAMENTO LÚCIDO, NA SUA ABSOLUTA NECESSIDADE E UTILIDADE, ESTES (entre muitos outros, imensos!) NÃO SERIAM ESSES AUTORES GRANDES, RECONHECIDOS COMO TAIS!

DE SALIENTAR, AINDA, QUE ESTE “ESCLARECIMENTO” EM NADA DIMINUI AS OUTRAS ÁREAS DO SABER COM AS QUAIS A FILOSOFIA SE INTERLIGA CONSTANTEMENTE: a CIÊNCIA, a ARTE, a RELIGIÃO, a POLÍTICA...

PS: ESCRITO, PROPOSITADAMENTE, EM MAIÚSCULAS, ISTO É, COMO SE FOSSE DITO EM VOZ ALTA!

Isabel Rosete
06/12/2011